domingo, 30 de novembro de 2014

Cultura e Cidadania na 3ª Idade



Está chegando o projeto “Cultura e Cidadania na 3ª Idade”, com o propósito de oferecer para a comunidade, uma grade ampla de oficinas culturais, com mais de 20 modalidades. São atividades que vão mobilizar o corpo, a mente e os corações.

Oferecemos várias modalidades de oficinas artísticas e culturais, vivências, palestras, workshops e diversas manifestações da cultura brasileira, oriental, indiana, africana, latina. Todas com objetivo de interagir, integrar, vivenciar e conviver com o igual e o diferente.



Pensamos num processo, onde o mais importante é o desejo da comunhão, do relacionamento humano, onde a vontade de contar uma história, dançar uma música, bordar um símbolo em um pano ou pintar uma tela, escrever um poema, ouvir ou cantar uma canção, sejam capazes de reconhecer no outro, que somos únicos, iguais e solidários.

Diversas oficinas objetivam como resultado do aprendizado, a realização de um produto cultural, outras a realização de uma vontade de manifestação do corpo, da alma, do espírito, mas todas com um sentido: olhar para a nossa sociedade, através do que estamos realizando no dia-a-dia. É preciso perguntar sempre: é assim que quero viver? Queremos mudar sim, mudar sempre, mas considerando que o outro tem os mesmos direitos de cidadania.

As oficinas são destinadas a toda população a partir de 50 anos e as manifestações artísticas, como os bailes, saraus, exibição de filmes, rodas de prosa, poesia, violas e violões e outras que surgirão, são abertas ao público em geral, sem distinção de faixa etária.

O projeto é uma realização do Pólo da 3ª Idade, da Coordenadoria do Idoso, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, gestado pela Associação Centro Cineclubista de São Paulo, uma ONG com mais de 10 anos de experiência, especializada em Cineclubismo, Cinema e Audiovisual e outras linguagens artísticas que dialogam com o cinema, com vasta experiência no 3º Setor, organização de entidades, atendimento e organização do público, formação, difusão cultural.

Estamos recebendo currículos de profissionais com experiência e interessados em trabalhar com a população da 3ª idade. Os currículos devem ser enviados para o E-mail: cineclubistas@ Yahoo.com.br ou cineclubistas@hotmail.com, aos cuidados de Diogo Gomes dos Santos ou Eduardo Paes Aguiar.




As oficinas terão início no dia 07/12/2014. As inscrições já estão abertas. A Ficha de Inscrição podem ser preenchidas no Pólo da 3ª Idade a Rua Teixeira Mendes, 262, tel. 3207.9687/9684 ou pelo www.centrocineclubistasp.blogspot.com


Diogo Gomes dos Santos
Cineclubista/Cineasta/Historiador

diogo_gomescn@yahoo.com.br

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


O Centro Cineclubista de São Paulo – CECISP, devidamente registrada no CNPJ sob nº 06.101.589/0001 – 73, é constituído como entidade de direito privado, associativa e cultural sem fins lucrativos, que há mais de dez anos representa os cineclubes de São Paulo, com vários projetos realizados em parcerias com órgãos públicos e privados.

É constituída pelos seguintes órgãos de deliberação: Assembléia Geral (órgão máximo); Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. É facultado a Diretoria Executiva criar Assessorias e/ou Departamento, sujeitos ao “Ad Referendu” da Assembléia Geral.


Missão
Trabalhar para ser um centro de excelência na capacitação e difusão da atividade cultural, cineclubista, do audiovisual comunitário e da linguagem cinematográfica, agregando e maximizando ações efetivas desta atividade.

Visão

Formar e capacitar agentes multiplicadores da atividade cultural, cineclubista e do audiovisual comunitário, colaborando assim com entidades e grupos dedicados a este segmento, visando à criação de um circuito popular consistente de difusão de produção cinematográfica e audiovisual regional, com identidade própria, proporcionando ao público formação cultural criteriosa, estimulante e aberta a multiplicidade de manifestações.




Os Cineclube – parte 1


PRELIMINARES

Desde os seus primórdios, os cineclubes sempre foram sinônimos de formação e educação não formal. No decorrer de sua história e com o desenvolvimento do cinema alcançando o status de arte, surgiram outras ramificações, como a crítica, a cinefilia. O cinema ganhou musculatura, elevando-se à categoria de ciência. Neste contexto, o cineclubismo foi aos poucos ganhando relevância no processo de formação e difusão da cultura cinematográfica junto ao público, atuando também na estrutura organizativa de entidades e eventos ligados à atividade cinematográfica, funcionando como verdadeiro sustentáculo do que chamamos de Sétima Arte. 

Como não existiam escolas, a formação se dava através de um processo informal, em que o ato de ver ganhou, naquela circunstância, a função pedagógica de aprendizado, de educação do olhar. Assim, vários cineastas, críticos, professores, pesquisadores, etc. creditam sua formação ao cineclubismo. O cineclubista André Bazin, considerado também o pai da crítica cinematográfica, consagrou a tríade: programar, exibir e debater, como condição imperativa da atividade cineclubista.

Da atividade cineclubista surgiram as Cinematecas, entre elas a francesa, a brasileira, a Cinemateca do Museu de Arte Moderna – MAM -, do Rio de Janeiro, a Uruguaia, a Cubana; Festivais de Cinema como o de Cannes, o de Havana, o de Gramado, Brasília, a Jornada de Cinema da Bahia e a Primeira Escola de Cinema do Brasil,  criada por cineclubistas históricos: Paulo Emílio Salles Gomes, Jean-Claude Bernardet, Nelson Pereira dos Santos, assim como tantas outras organizações e eventos deste setor.

Nas últimas décadas, com o advento das novas tecnologias e sua mobilidade, a atividade cineclubista proliferou pela imensidão territorial brasileira, ao ponto da presidenta Dilma Rousseff, que credita a sua formação cinematográfica à atividade cineclubista, prometer criar em sua gestão, mais mil cineclubes, além dos já existentes, o que pode ser conferido em: http://www.youtube.com/watch?v=xnmzh0V0VRA


COMO E POR QUE SURGIRAM OS CINECLUBES

Ao completar 18 anos (1913), o cinema já se afirmara como uma potente atividade econômica, atraindo multidões aos “Salões de Novidades” e às primeiras casas criadas especialmente para abrigar esta recente forma de entretenimento e comércio: as “Salas de Cinema”.

Por outro lado, o ato de ver filmes - imagens em movimento -, com tamanha perfeição, inspirou um grupo de intelectuais a formar coro com Riccinoto Canuto, referindo ao filme com a expressão: “Beleza Cinematográfica”. À medida que os filmes foram ganhando uma forma de expressão do pensamento humano, se afirmando como linguagem capaz de contar uma história e de documentar com imagem, fala, som, a maneira de vestir, andar, comer, sorrir, chorar, dançar, cantar, o homem cria uma ferramenta de expressão tão completa, que garante o registro de sua passagem pela vida. Seus feitos serão conhecidos pelas gerações vindouras, como realmente elas aconteceram. 

O ato de ver o filme sempre despertou nos seus espectadores, o desejo de falar sobre ele após assisti-lo e isso não podia ser feito no espaço físico do cinema, devido à natureza comercial do negócio. Surgem a partir daí grupos de amigos interessados em conversar, não só sobre o que o filme quis dizer, mas como el disse, como foi feito, como foi interpretado, fotografado, etc. Esta atividade de ver filmes com amigos e depois discutir, foi chamado inicialmente de “Clube de Cinema”, o que hoje conhecemos por “Cineclube”, atividade que reúne pessoas interessadas, não só em assistir aos filmes, mas em criar, distribuir, exibir, discutir, ver, mas também, guardar, conservar, mostrar de novo e fazer. Assim o círculo da vida de um filme se constitui. É nesta atividade que o filme alcança a perenidade. Assim também se afirma a primeira ideia de como surge um cineclube. Pelo ato voluntarioso da vontade em oferecer algo a mais, além da relação de consumo ligeiro que um filme possibilita ao ser visto.


COMO SE ORGANIZAM OS CINECLUBES

Os cineclubes se constituem sob a forma de sociedade civil, sem fins lucrativos, em conformidade com o Código Civil Brasileiro e normas legais esparsas, aplicando seus recursos exclusivamente na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos, sendo-lhes vedada a distribuição de lucros, bonificações ou quaisquer outras vantagens pecuniárias a dirigentes, mantenedores ou associados. São espaços de exibição não comercial de obras audiovisuais nacionais e estrangeiras diversificadas, que podem realizar atividades correlatas. Os cineclubes são constituídos na forma prevista pelos artigos 53 a 61 do Código Civil, Lei nº 10.406/02, e se rege na forma da Lei federal nº 5.536/68, da Resolução do Conselho Nacional de Cinema nº 64/81 e da Instrução Normativa Nº 63 da ANCINE – agência Nacional de Cinema. 

Todo cineclube deve ser constituído tendo a Assembléia Geral como órgão máximo; Diretoria Executiva e um Conselho Fiscal. Deste processo de organização, se apreende três princípios básicos: ser uma atividade cultural sem fins lucrativos; ter um projeto político que contemple a participação do público; ser uma organização regida pelo sufrágio universal.


Existem uma infinidade de cineclubes que são regidos por princípios de auto-gestão, não se formalizam conforme os parâmetros do Código Civil, mas que funcionam, tanto quanto os formalizados e organização dos cineclubes, eles tem os mesmos direitos dos demais.



ÁRVORE GENEALÓGICA


Os cineclubes estão presentes na maioria dos países do globo terrestre e são assim organizados: Federação Internacional de Cineclubes – com assento na UNESCO -; para cada continente um Secretariado; em cada país uma ou mais entidade de representação Nacional; uma ou mais entidades representativas por Estado e na base os cineclubes. No Brasil só existe uma entidade nacional e só é permitida uma representação por estado.